Direitos das pessoas com esquizofrenia:

lutamos por justiça Conheça os direitos das pessoas com esquizofrenia (CID F20). Nessa página, você encontrará os principais direitos resumidos e explicados e as perguntas essenciais e respostas sobre os direitos da pessoa com esquizofrenia. Com isso, você ficará sabendo de tudo que precisa! Áreas de atuação SAIBA MAIS

Os principais direitos de pessoas com esquizofrenia

Tratamento integral e adequado

Atuação para tratamento integral, adequado e contínuo pelo SUS ou pelo plano de saúde.

Sem limitação de sessões

Agimos para conseguir o tratamento, incluindo consultas, acompanhamento psicológico, medicamentos, terapia ocupacional e internações (quando necessárias).

Auxílio-doença

Atuação para conseguir o auxílio-doença para afastamento temporário do trabalho, quando o afastamento for superior a 15 dias.

Benefício por incapacidade temporária

Para conseguir o benefício por incapacidade temporária, é necessário: comprovação médica, ter qualidade de segurado e, em regra, 12 contribuições ao INSS.

Aposentadoria por invalidez

Atuação para conseguir a aposentadoria por invalidez quando a esquizofrenia impede o trabalho de forma definitiva.

Aposentadoria e + 25%

Lutamos para conseguir a aposentadoria, quando comprovada a incapacidade total e definitiva. Deve ter a qualidade de segurado ou estar em período de graça. É possível acréscimo de 25% para quem necessita de assistência permanente.

Isenção no IR

Atuação para garantir a isenção do Imposto de Renda (e devolução dos últimos 5 anos) para aposentados, reformados ou pensionistas com esquizofrenia.

Isenção e Restituição

Pessoas com esquizofrenia têm direito à isenção (e restituição dos últimos 5 anos) do Imposto de Renda sobre os rendimentos de aposentadoria, pensão ou reforma.

BPC/LOAS

Atuação para garantir um salário-mínimo mensal para pessoas com baixa renda e com esquizofrenia.

Benefício assistencial

Os requisitos são: renda familiar per capita inferior a 1/4 do salário mínimo, estar inscrito no CadÚnico e comprovar a incapacidade por meio de avaliações médica e social.

Estabilidade no trabalho

Atuação para garantir a estabilidade no trabalho (quando afastado por prazo superior a 15 dias) ou quando houver dispensa discriminatória.

Luta pela estabilidade

Proteção contra discriminação e dispensa discriminatória, de acordo com Lei 9.029/95 e a Súmula 443 do TST. Direitos a reintegração (com ressarcimento integral) ou indenização dobrada e danos morais.
Nosso objetivo

Defesa dos direitos das pessoas com esquizofrenia

Justiça

Defendemos os direitos das pessoas com esquizofrenia (CID F20) na Justiça e no INSS.

Rapidez

Agimos com diligência e agilidade, inclusive por meio de liminares para garantir os seus direitos.

Competência

Zelamos por cada detalhe, porque lutamos pelos pacientes com esquizofrenia do início ao fim.
Germano Weschenfelder

Sobre mim

O fundador do escritório, Germano, graduou-se em 2019 pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), instituição eleita a 4ª melhor Faculdade de Direito do Brasil pelo Ranking Universitário Folha 2023.

Sua atuação na defesa dos direitos das pessoas com esquizofrenia surgiu de uma vivência familiar marcante. O Germano acompanhou de perto a realidade de um parente diagnosticado com esquizofrenia e enfrentou, ao lado da família, as barreiras impostas pelo sistema: negativas de cobertura para internações, entraves para obtenção de benefícios previdenciários e assistenciais e estigmatização social.

Enquanto instituições frequentemente reduzem casos a protocolos burocráticos, nossa missão é assegurar os direitos das pessoas com esquizofrenia. Buscamos dignidade, respeito e prioridade absoluta à saúde e à estabilidade social. Atuamos com firmeza técnica e sensibilidade humana para que direitos fundamentais não sejam negados.

Principais perguntas sobre os direitos das pessoas com esquizofrenia

As respostas são longas, mas bem completas.

Sim! Pessoas com esquizofrenia que não conseguem trabalhar podem ter direito a dois tipos de benefícios:

1. Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS): Para ter direito ao BPC, são necessários:

  • Renda familiar per capita inferior a 1/4 do salário mínimo;
  • Estar inscrito no CadÚnico;
  • Comprovar a incapacidade por meio de avaliação médica e social do INSS;
  • A esquizofrenia deve impedir ou limitar significativamente a capacidade de trabalho.

O BPC garante um salário mínimo mensal sem necessidade de ter contribuído para o INSS.

2. Aposentadoria por Incapacidade Permanente (antiga invalidez): Para quem já trabalhou com carteira assinada e contribuiu para o INSS:

  • É necessário ter qualidade de segurado;
  • A esquizofrenia deve impossibilitar permanentemente o trabalho;
  • Não é exigido tempo mínimo de contribuição, como a doença é considerada grave;
  • Pode haver acréscimo de 25% no valor do benefício para quem necessita de assistência permanente de outra pessoa.

O escritório Germano Weschenfelder trabalha na defesa do cidadão para garantir esses direitos previdenciários.

O plano não pode negar! Os planos de saúde são obrigados a cobrir integralmente o tratamento da esquizofrenia. Quando houver negativa, você deve:

1. Obter a negativa por escrito: A operadora é obrigada a fornecer, por escrito, o motivo da negativa.

2. Reunir documentação médica:

  • Relatório psiquiátrico detalhado justificando a necessidade do tratamento;
  • Prescrição dos medicamentos (inclusive antipsicóticos de última geração);
  • Exames e laudos que comprovem o diagnóstico e a necessidade do tratamento.

3. Verificar a urgência do caso:

  • Em crises agudas ou risco de agravamento, é possível obter decisão judicial em horas;
  • O juiz pode conceder liminar determinando que o plano autorize imediatamente.

O que o plano deve cobrir:

  • Consultas psiquiátricas e psicológicas ilimitadas;
  • Medicamentos prescritos (inclusive os mais modernos);
  • Internações psiquiátricas quando necessárias;
  • Atendimento em hospital-dia;
  • Terapia ocupacional e acompanhamento multiprofissional.

O escritório Germano Weschenfelder atua contra planos de saúde para garantir o tratamento adequado para pessoas com esquizofrenia.

Sim! Pessoas com esquizofrenia têm direito à isenção do Imposto de Renda sobre aposentadoria, pensão ou reforma, conforme a Lei 7.713/1988. A esquizofrenia é reconhecida como doença que causa alienação mental, o que garante a isenção.

Características da isenção:

  • É definitiva quando concedida judicialmente;
  • Não há limite de valor – a isenção vale para todo o benefício;
  • Permite a restituição dos últimos 5 anos de valores pagos indevidamente;
  • Vale para aposentadorias, pensões e reformas (públicas e privadas).

Como conseguir:

  1. Obter laudo médico pericial que ateste a esquizofrenia e seus impactos;
  2. Solicitar administrativamente ao INSS ou à fonte pagadora;
  3. Em caso de negativa administrativa, buscar a concessão judicial (que é mais efetiva).

Documentos necessários:

  • Laudos e relatórios psiquiátricos;
  • Exames complementares;
  • Histórico de tratamento e internações;
  • Comprovantes de pagamento de IR dos últimos 5 anos (para restituição).

O escritório Germano Weschenfelder atua na obtenção judicial da isenção de Imposto de Renda para pessoas com esquizofrenia.

Não! A ANS e a jurisprudência brasileira consolidaram o entendimento de que não há limite de sessões para tratamentos psiquiátricos e psicológicos essenciais para a saúde mental.

No caso da esquizofrenia, que exige acompanhamento contínuo e frequente:

  • O plano deve cobrir consultas ilimitadas com psiquiatra;
  • O plano deve cobrir sessões ilimitadas de psicoterapia;
  • O plano deve cobrir atendimento multiprofissional (terapia ocupacional, fonoaudiologia, etc.);
  • Quem define a frequência é o médico assistente, não o plano de saúde.

Cláusulas contratuais que estabelecem limites de sessões são consideradas abusivas pelo Código de Defesa do Consumidor e pela Lei dos Planos de Saúde.

Se o plano impor limitações, o escritório pode ajuizar ação judicial para garantir o tratamento integral.

Sim, o plano deve cobrir! A internação psiquiátrica é indicada quando os recursos ambulatoriais (consultas, medicamentos, CAPS) se mostram insuficientes para estabilizar o quadro clínico.

Tipos de internação:

  1. Voluntária: Com consentimento do paciente;
  2. Involuntária: Sem consentimento, a pedido de familiares ou responsáveis;
  3. Compulsória: Determinada judicialmente.

Direitos durante a internação:

  • A internação deve visar sempre a reinserção social;
  • Direito ao tratamento humanizado e digno;
  • Direito a receber visitas e manter contato com familiares;
  • A internação involuntária deve ser comunicada ao Ministério Público em até 72 horas;
  • Direito à reavaliação periódica da necessidade de internação.

Cobertura pelo plano de saúde:

  • O plano não pode limitar o número de dias de internação;
  • O plano não pode impor alta contra indicação médica;
  • Quem determina a alta é o médico psiquiatra, não o plano;
  • O plano deve cobrir internações em hospitais psiquiátricos ou hospitais gerais com leito psiquiátrico.

Negativas de internação ou imposição de alta precoce podem ser combatidas judicialmente com urgência.

Sim, o plano deve cobrir! A internação psiquiátrica é indicada quando os recursos ambulatoriais (consultas, medicamentos, CAPS) se mostram insuficientes para estabilizar o quadro clínico.

Tipos de internação:

  1. Voluntária: Com consentimento do paciente;
  2. desde que a incapacidade tenha se manifestado antes do óbito do segurado.

    Entendimento dos tribunais:

    • Não importa se a invalidez ocorreu antes ou depois dos 21 anos;
    • O que importa é que a invalidez tenha ocorrido antes do falecimento do pai ou mãe;
    • A dependência econômica é presumida para filhos;
    • A pensão é vitalícia enquanto durar a incapacidade.

    Requisitos:

    1. O pai ou mãe falecido deve ter sido segurado do INSS;
    2. O filho deve comprovar a incapacidade por meio de perícia médica;
    3. A incapacidade deve ter se manifestado antes do óbito do genitor.
    4. A incapacidade deve ser permanente (cessando a incapacidade, poderá cessar o benefício).

    Documentos necessários:

    • Certidão de óbito do genitor;
    • Laudos médicos comprovando a esquizofrenia;
    • Histórico de tratamento e internações;
    • Documentos pessoais do filho.

    O escritório pode auxiliar tanto na concessão administrativa quanto judicial da pensão por morte.

Pode ter direito! Quando a esquizofrenia causa alienação mental ou limitações motoras significativas, o paciente pode ter direito às isenções de:

  • IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados);
  • ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias);
  • IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores).

Requisitos:

  • A esquizofrenia deve causar limitação funcional significativa;
  • É necessário laudo médico pericial que ateste a condição e a necessidade;
  • O veículo deve ser adaptado (quando houver limitação motora) ou ser usado para o transporte do paciente;
  • O veículo deve ser zero quilômetro;
  • A pessoa com esquizofrenia ou seu representante legal deve ser o proprietário.

Economia: As isenções podem representar uma redução de 20% a 30% no valor total do veículo, dependendo do estado e do modelo escolhido.

Como obter:

  1. Solicitar laudo médico pericial ao SUS ou médico particular;
  2. Requerer as isenções aos órgãos competentes (Receita Federal, Secretaria da Fazenda Estadual);
  3. Em caso de negativa, buscar a concessão judicial.

O escritório pode auxiliar no processo administrativo e judicial para obtenção das isenções.

Para buscar benefícios como BPC/LOAS, aposentadoria por invalidez ou pensão por morte, geralmente são necessários:

Documentos Pessoais:

  • RG e CPF do paciente e do requerente (se for representante legal);
  • Comprovante de residência atualizado;
  • Certidão de nascimento ou casamento;
  • Inscrição no CadÚnico (para BPC/LOAS).

Documentos Médicos:

  • Laudos psiquiátricos detalhados com CID-10 (F20.x para esquizofrenia);
  • Relatórios médicos descrevendo a evolução da doença;
  • Exames complementares (ressonância, tomografia, exames laboratoriais);
  • Histórico de internações psiquiátricas;
  • Receitas e prescrições de medicamentos;
  • Atestados médicos indicando a incapacidade para o trabalho.

Documentos Financeiros (para BPC/LOAS):

  • Comprovantes de renda de todos os membros da família;
  • Extratos bancários;
  • Declaração de Imposto de Renda (se houver).

Documentos Previdenciários:

  • CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais);
  • Carteira de trabalho;
  • Carnês de contribuição (se contribuinte individual);
  • Certidão de óbito (para pensão por morte).

Dica importante: Quanto mais completa a documentação médica, maiores as chances de sucesso no pedido administrativo e judicial.

A Lei 10.216/2001, conhecida como Lei da Reforma Psiquiátrica, é a principal legislação que garante os direitos de pessoas com transtornos mentais no Brasil, incluindo a esquizofrenia.

Principais garantias:

1. Direito ao melhor tratamento: O paciente tem direito ao tratamento mais adequado às suas necessidades, de forma humanizada e sem discriminação.

2. Tratamento em serviços comunitários: Prioridade para tratamento em CAPS e outros serviços comunitários, evitando internações prolongadas.

3. Proteção durante internações:

  • Internação é o último recurso, quando tratamentos ambulatoriais são insuficientes;
  • Vedada a internação em instituições com características asilares;
  • Internações involuntárias devem ser comunicadas ao Ministério Público em 72 horas;
  • Direito a receber visitas e manter comunicação.

4. Proteção contra discriminação: Os direitos são assegurados sem discriminação de raça, cor, sexo, orientação sexual, religião, idade ou condição econômica.

5. Direito à reinserção social: O tratamento deve visar sempre a reinserção do paciente na família, no trabalho e na comunidade.

6. Sigilo e privacidade: Garantia de confidencialidade das informações médicas e respeito à privacidade.

Esta lei fundamenta muitas das ações judiciais para garantir tratamento adequado e combater abusos contra pessoas com esquizofrenia.

O SUS é obrigado a fornecer! O tratamento da esquizofrenia pelo Sistema Único de Saúde inclui o fornecimento gratuito de medicamentos antipsicóticos.

Quando o SUS nega medicamentos, você deve:

1. Protocolar pedido formal:

  • Dirija-se à Secretaria Municipal ou Estadual de Saúde;
  • Apresente receita médica atualizada (com validade de até 120 dias);
  • Protocole o pedido e guarde o número do protocolo.

2. Reunir documentação:

  • Relatório médico justificando a necessidade do medicamento específico;
  • Comprovante de que tentou obter pela farmácia básica;
  • Laudos e exames que confirmem o diagnóstico.

3. Buscar solução administrativa:

  • Procure a Ouvidoria da Secretaria de Saúde;
  • Registre reclamação no Ministério Público Estadual.

4. Ação judicial (quando necessário):

  • Em casos de urgência, a Justiça pode determinar o fornecimento em questão de horas;
  • O Estado é obrigado a fornecer inclusive medicamentos de alto custo e última geração;
  • Medicamentos não disponíveis na rede básica podem ser obtidos judicialmente.

Medicamentos que o SUS deve fornecer:

  • Antipsicóticos típicos (haloperidol, clorpromazina);
  • Antipsicóticos atípicos (risperidona, olanzapina, quetiapina);
  • Medicamentos de depósito (injetáveis de longa duração);
  • Medicamentos de alto custo (clozapina, paliperidona).

O escritório atua contra o Estado para garantir o fornecimento de medicamentos essenciais para o tratamento da esquizofrenia.

Depende da via escolhida:

Via Administrativa (INSS ou Receita Federal):

  • BPC/LOAS: Entre 45 a 90 dias após perícia médica e social;
  • Aposentadoria por Invalidez: Entre 30 a 60 dias após perícia;
  • Isenção de IR: Entre 30 a 90 dias após análise administrativa;
  • Problema: Alta taxa de negativas injustas que exigem recurso ou ação judicial.

Via Judicial (mais efetiva):

  • Benefícios previdenciários: Decisão em 6 a 18 meses, com possibilidade de tutela antecipada;
  • Isenção de Imposto de Renda: Decisão em 6 a 12 meses, podendo ser mais rápida;
  • Medicamentos e tratamentos urgentes: Decisões liminares em horas ou dias;
  • Internações psiquiátricas negadas: Decisões emergenciais no mesmo dia.

Vantagens da via judicial:

  • Análise mais criteriosa do caso;
  • Possibilidade de tutela antecipada (antecipação dos efeitos);
  • Menor chance de negativa infundada;
  • Retroativo desde a data do requerimento administrativo ou do ajuizamento da ação.

Dica importante: Não espere a negativa administrativa se o caso for urgente. Em situações de risco à saúde ou necessidade imediata, vá direto ao Judiciário.

O escritório Germano Weschenfelder atua com agilidade para garantir benefícios e direitos de pessoas com esquizofrenia.

Sim! O escritório atua em todo o Brasil por meio do juízo 100% digital, conforme permite a Resolução nº 345 do ano de 2020 do Conselho Nacional de Justiça, ou por meio de advogados correspondentes nas cidades dos clientes.

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